Photographer’s Note
São Sebastião, o padroeiro de Bagé, é também padroeiro dos militares.
Em 20 de janeiro de 1813, uma procissão transladou a imagem de São Sebastião da Guarda da Coxilha para o acampamento militar deixado por Dom Digo de Souza. Assim começou a história da Catedral. Inicialmente, a imagem ficou em um rancho e em 1815 iniciou-se a construção de uma igreja em louvor do santo. Concluída em 1820, a antiga igreja era muito simples, resumindo-se a uma capela-mor e tendo como corpo um galpão coberto de palha. A imagem de S. Sebastião continua em poder da Igreja.
A antiga Igreja passou vários anos em estado precário, até que foi demolida para se iniciar a construção de uma nova. A atual Matriz começou a ser construída em 1862 e foi concluída em 1878. Porém, em 1865, quando já estavam prontos a capela e o altar-mor e a Igreja já estava coberta, começaram os cultos ao divino.
O projeto foi do arquiteto José Obino. A verba para a obra veio do Governo da Província, espetáculos feitos para arrecadar recursos e donativos da população. Uma grande doação (de 12 contos de réis) foi feita pelo Sr. Carlos Silveira Martins (pai de Gaspar Silveira Martins), com a condição de que uma das torres abrigasse o túmulo de sua família. O comerciante espanhol Ramon Galibern trouxe, da Espanha, um relógio de presente para a Matriz, que ficou preso na alfândega de Rio Grande por aproximadamente um ano, e só foi colocado na torre, à esquerda da entrada, em 1873.
Em 16 de outubro de 1865, Bagé recebeu a visita de D. Pedro II, e houve Te-Deum na Matriz, que ainda estava em obras. Em 20 de fevereiro de 1885 foi a vez da Princesa Isabel vir à cidade, para encontrar o seu esposo, o Conde D’Eu. Ambos foram recebidos na Igreja (já pronta), e também houve Te-Deum, em ação de graças. Um ano antes – 1884 – na Igreja já havia sido comemorada a abolição da escravidão em Bagé (28 de setembro de 1884).
Em 1893, durante a Revolução Federalista, a Catedral e a Praça foram palco de grandes acontecimentos, no episódio que ficou conhecido como Sítio de Bagé, quando forças revolucionárias, pretendendo tomar a cidade, obrigaram os legalistas-republicanos, comandados pelo Coronel Carlos Maria da Silva Telles, a armar a defesa da Praça. O templo se transformou em hospital de sangue, enquanto junto às paredes laterais se sepultavam os mortos. A Igreja ficou com suas paredes cravejadas de balas. Só a imagem simbolizadora da Esperança, na fachada, não recebeu nenhum projétil. Celebrada a pacificação, voltou a cidade à normalidade. Com doações de fiéis, comandados pelo cônego Bittencourt, a Igreja foi sofrendo reformas e reparos (chão, altar, etc.), sendo executado o que era possível.
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clnaef
(6289) 2006-09-26 2:14 [Comment]
gervaso
(4868) 2006-09-26 21:30
As cores ficaram bonitas, e as nuvens deram um ar muito interessante à foto.
lucasgalodoido
(16521) 2006-09-26 23:56
Olá Miriam!
Bela foto, gostei da palmeira ao lado da torre, mas o mais interessante da foto é a "Cruz Para-Raio"! Acho que renderia uma foto boa em um dia de tempestade um raio acertando a cruz! Coisa demoníaca né?!?
Brincadeiras a parte, a foto ficou ótima, parabéns e Abraço!
paura
(37628) 2006-10-02 20:41
Linda composição, Miriam, com especial significado para mim. Uma antiga parte de minha família é oriunda Pedras Altas, conhece?
Um abraço
Paulo
josepmarin
(33535) 2006-12-13 12:41
Olá Miriam,
buen contraste entre la palmera y el campanario, con el cielo de fondo, en un buen encuadre. Los colores son suaves y la luz está bien ajustada, quizá le falta un poco de definición, pero la composición es buena y agradable a la vista.
Un saludo,
Josep
Photo Information
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Copyright: Miriam Volpiceli (MiriamVolpiceli)
(360) - Genre: Lugares
- Medium: Cor
- Date Taken: 2006-09-22
- Categories: Arquitectura
- Exposição: f/6.3, 1/1000 segundos
- More Photo Info: view
- Versão da Foto: Versão Original
- Date Submitted: 2006-09-26 2:06








