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Canal de Azulejos - no Ws podem ver mais umas fotos do canal que se encontra do meu lado esquerdo

A partir do século XVII o Azulejo adquiriu importância associada à animação de exteriores. A frescura da cerâmica de superfície vidrada e a policromia, serviu o gosto barroco da artificialidade; a sua aplicação acentua estruturas e cria falsas perspectivas, com intenções cenográficas. Criaram-se grandes conjuntos ou programas baseados na aplicação exclusiva de azulejos. O Canal de Azulejos do Palácio Nacional de Queluz constitui um dos mais notáveis exemplos desta utilização.
Numa extensão de 110 metros, as paredes interiores do Canal, bem como o arco de suporte e a escada de acesso ao rio, são revestidos por painéis de azulejos azuis e brancos, executados por João Antunes e pagos em 1756. Também Manuel da Costa Rosado pintou azulejos para o Canal em 1775 e 1776.
Quando as comportas se fechavam e o Canal se enchia de água, esta ficava a um nível em que as cenas podiam ser vistas de barco, numa sequência de palácios, portos de mar, ruínas da Antiguidade, jardins com as suas fontes, lagos, cisnes, cortesãos, pescadores e camponeses.
No centro do canal e sobre um arco abobadado, ergueu-se outrora a Casa do Lago, uma “casa de fresco” decorada em chinoiserie ao gosto da época; era também chamada de Casa Chinesa ou Casa da Música, onde tocavam os músicos de câmara da Rainha.
Ao som de música, a circulação em pequenas embarcações era uma forma de lazer da família real e seus convidados; à noite, ao longo do canal, acendiam-se archotes em forma de cornucópias de talha dourada.
Hoje neste local situam-se dois magníficos grupos escultóricos de John Cheere representando Baco e Ariadne e Vénus e Adónis, outrora colocados na cimalha dos aposentos da Princesa Maria Francisca Benedita, dando para o Jardim de Malta (entre 1763 e 1890).
A parte exterior do Canal é revestida por azulejos policromos, com representação de cenas galantes e palacianas e temas de caça. Em 1900, por ordem do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia, fez-se o restauro de todo este revestimento azulejar, da autoria de Pereira Cão (José Maria Pereira Júnior) e Carlos Alberto Nunes e que assinaram e dataram os novos painéis.
Edificou-se então, na zona central do canal, um padrão comemorativo, ostentando as armas de Orléans. Também nesta altura foram colocados ao longo do Canal vasos de faiança azul e branca, réplicas dos originais da Fábrica do Rato, presentes no Jardim Pênsil.

http://pnqueluz.imc-ip.pt

Nikon D40X
2010/11/07 13:44:41.5
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